Lembrei-me de um conto sobre um homem que consegue aprisionar a morte num saco e todas as pessoas começam a viver para sempre. Ao princípio é motivo de grande celebração e ele, por isso, torna-se Rei. Com o passar dos anos, os muitos idosos e doentes vêm implorar que liberte a morte pois eles já não aguentam mais viver assim. O Rei cede ao pedido, abre o saco e ela foge. Tudo volta ao normal, excepto que a morte nunca mais regressou para levar o Rei, condenando-o a uma vida eterna na velhice e na doença. O que me assusta não é a morte, é o que pode acontecer até ela chegar...
Para mim, estar morto é só não ser visto. Esta frase, dita assim, numa primeira abordagem, causará um impacto, certamente, negativo e de reprovação. Porém, aos meus olhos, tem impertinência. Tem um bom argumento. Todas as questões que envolvem o dito, tudo o que está por detrás do mesmo, no meu acreditar e no meu sentir, faz sentido. Ainda que cause um certo desconforto da vossa parte, combato a morte de uma forma desconfortavelmente confortável.
O assusto ainda traz mais assunto. Ainda há muita coisa para acrescentar, para partilhar, para clarificar e compreender. Quero faze-lo. Num outro dia.
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